Como mudar o par de idiomas em uma TM (Memória de Tradução

Por Pricila Reis Franz em 21. Aug, 2010 | Tradução | 8 Comments on Como mudar o par de idiomas em uma TM (Memória de Tradução

Para quem como eu trabalha com ferramentas de tradução (conhecidas como CATs), aqui vão algumas dicas para trocar o par de idiomas em uma TM (Memória de Tradução). Estas soluções foram descobertas em um papo com a colega Val Ivonica, que também precisava trocar um dos idiomas do par da TM, para que a CAT reconhecesse a memória.

Caso você tenha a memória em .TXT, é muito fácil. As TMs em .TXT apresentam para cada segmento uma descrição de suas propriedades, inclusive do par de idiomas. Neste caso, basta abrir o arquivo, apertar Ctrl+H (Substituir) e mandar substituir o idioma desejado (de “EN-GB” para “EN-US”, por exemplo. Salve o arquivo e ele estará pronto para ser usado (no Wordfast, por exemplo).

No caso de TM em .TMX (padrão mais usado), você pode abrir o arquivo no programa Olifant (gratuito), convertê-lo para .TXT, seguir as instruções acima e depois reconverter .TXT para .TMX no mesmo programa. Uma outra opção é abrir o arquivo .TMX no programa xBench (gratuito) como apresentado abaixo:

Selecione "TMX Memory"

Selecione "TMX Memory"

Depois vá em Tools>Export Items e digite (ou selecione) o nome do arquivo e digite os pares desejados para idioma original e de destino. Pronto! A TM agora está configurada de modo que possa ser usada em algum projeto já existente ou integrada com outra TM com o mesmo par de idioma.

Escolha o par de idiomas e o nome do arquivo

Escolha o par de idiomas e o nome do arquivo

Se você souber de alguma outra forma de trocar o par de idiomas em uma TM, por favor, compartilhe com a gente!

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8 Comentários

  1. […] Atualização 21.08.2010: Descobri um modo MUITO mais fácil de fazer a conversão. O próprio programa xBench citado acima abre arquivos .wstm. Basta selecionar o arquivo como “DejaVuX/Idiom Memory” e depois converter como descrevi no post Como mudar o par de idiomas em uma TM. […]

  2. […] portanto menos propensa a erro humano. A Pricila lembrou, então, do Xbench. Ela testou, funcionou, postou as instruções no blog. Hoje testei com a mesma memória problemática, também […]

  3. Adorei o blog e os posts (principalmente sobre a questão da revisão do teste de tradução).
    Vou indicá-lo no meu blog Tradução + http://editoraplus.org/traducao.

    Abs,

    Ana Carolina Konecsni

  4. Marcos Zattar says:

    Bom post, Pricila. Obrigado por compartilhar!

    Gente, me espanta o desconhecimento técnico da maioria dos meus colegas. Não tenho Trados instalado em meu sistema no momento e recebi uma TMW para eu utilizar como consulta numa tradução que estou realizando no memoQ. Acabo de solicitar ajuda a 4 (quatro!) de meus colegas próximos (o menos experiente com quatro anos de profissão, a mais experiente com 14 anos, todos *usuários regulares* do Trados) e nenhum sabia como converter para TMX, um procedimento utilíssimo e simples de fazer. Será que não seria o caso de eu mudar da profissão de tradutor para a de consultor e começar a dar cursos por aí????

    Abs
    Marcos

  5. Marcos,

    Obrigada pelo comentário. Teus colegas ainda têm Trados. Conheço alguns que não trabalham com CAT de jeito nenhum. Não sei como sabem usar um computador. Pior ainda, não sei como conseguem trabalho… De qualquer forma, suponho que essa turma esteja com os dias contados.

    Volte sempre!

  6. Marcos Zattar says:

    Esses que não usam CAT, então… nem se fala. Simplesmente não dá para trabalhar com eles.
    E o que dizer das funções básicas do Word? Me espanta como tem gente que não sabe usar a função “Track changes”. Houve o caso de um projeto grande em que dois colegas colaboraram. Na etapa final, recebi do revisor as traduções em formato .doc com as modificações assinaladas com “Track changes”. Deixei claro para os dois colegas: “Aceitem ou rejeitem as sugestões do revisor usando a função Track changes, como julgarem acertado. Se não souberem usá-la, perguntem e eu ensino”. Não é que eles incorporaram todas as modificações manualmente em outra cópia do .doc, deixando o documento do revisor intacto??? Imagine o trabalhão… Para mim, é inconcebível que um tradutor com mais de dez anos de experiência cometa uma dessas.

  7. Adriane Curvello says:

    Os arquivos .TMX também podem ser importados para o Workbench do Trados e exportados como .TXT.

  8. Adriane,

    Sim, é possível fazer a conversão pelo Workbench, mas este é pago, enquanto que o Olifant é gratuito.

    Volte sempre!

    Pricila

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